Delivery próprio é mais que ter um número de WhatsApp. É decidir onde você entrega, quanto cobra, quem leva e como o dinheiro volta para o caixa. Siga este checklist para começar organizado.
1. Defina a área e a regra do frete
Comece pequeno: um raio que o seu motoboy cobre dentro do tempo prometido. Escolha a regra que faz sentido para a sua cidade — por bairro, por faixa de CEP ou por distância em km — e um valor de pedido que libera frete grátis, se fizer sentido para a margem.
2. Escolha como os pedidos chegam
Pedido por áudio e mensagem solta gera erro. Um cardápio digital que manda o pedido pronto para um painel elimina a digitação e deixa tudo registrado: itens, endereço, troco e forma de pagamento.
3. Motoboys: próprios, diaristas ou parceiros
Defina com clareza como cada um recebe:
- Valor fixo por entrega.
- Valor por zona (bairros mais longe pagam mais).
- Porcentagem da taxa de entrega.
4. Pagamentos sem dor de cabeça
PIX com confirmação automática evita o "já paguei, olha o print". Para cartão na entrega, a maquininha vai com o motoboy. Dinheiro: peça o troco no pedido.
Registre tudo no caixa do dia, inclusive o que volta com o motoboy, para o fechamento bater.
5. Embalagem e tempo
Teste cada produto numa entrega real de 20 minutos: o que chega mole, frio ou vazando precisa de outra embalagem. Prometa um tempo que você cumpre no pico, não no horário vazio.
6. Meça e ajuste
Depois de 30 dias, olhe para os bairros que mais pedem, o tempo médio de entrega, o custo do frete versus a taxa cobrada e a recompra dos clientes. É com isso que você ajusta a área, a taxa e as ofertas.

